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13.7.13

Devil Beside You - Cap. 5

Entrem aqui rapidinho, estou de volta com o meu blog pessoal de imagines.
Mais o que? Ele dormiu aqui?
Não, não e não. Só de soa com a minha cara, não é? Mil perdões, mas eu não quero, não aceito esse traste rodando na minha casa desse jeito, e que jeito... O que? Não pensa merda Kate!
- O que você esta fazendo aqui? - falei olhando brava para a TV. Eu não queria ter que admitir que ele tinha sim o abdômen bonito, quer dizer, perfeito. Para com isso agora Kate, para!
- Ué?! Sua mãe não falou que eu me pai nos mudamos para cá ontem a noite? - ele disse debochado, indo até a cozinha. 
O que? Ele vai morar na minha casa? Não!!!
- Não. Minha mãe não contou, e se contasse... - parei de falar quando ele apareceu do nada na sala onde eu estava sentada no sofá.
- O que ia acontecer se ela contasse? - ele disse bem perto do meu rosto.
- Saia da minha frente. - falei o empurrando, o fazendo cair sentado no sofá. - Tenho coisa mais importante para fazer do que ficar aqui discutindo com você.
- A gente não estava discutindo, não pelo meu ponto de vista. - ele disse debochado e soltando um risinho logo depois. - Hey, volta aqui... Eu 'tô com fome e não sei cozinhar.
- O problema é seu. Não preciso mais ficar fazendo o que você mandar.
- Devia... Sabe porque? 
- Me deixa em paz, ok? - falei por fim, e voltei a subir as escadas.
"Devia, sabe porque?", Agrh! Vê se me esquece, eu não te devo nada moleque, o que ainda quer comigo? Agrh!
Me joguei na cama e fiquei fitando o teto, e nele comecei a imaginar toda a minha vida antes desse traste aparecer. Sabe, como se minha vida estivesse sendo retroprojetada no teto branco de meu quarto, mas não havia nada ali, além da minha imaginação de criança de sete anos idade. 
Ela não era muito interessante. Quero dizer, ela não tinha nenhuma graça. Minha vida se resumia em ir para faculdade, volta para casa, estudar e depois de uma tarde tediosa, dormir a noite toda e sonho com o meu sonho de ser uma grande cantora POP. Sei, coisa de garota de sete anos de idade. Mas como agora eu tenho quase vinte, tenho que prestar muita atenção em cada decisão da minha vida, e uma delas não é ter um meio-irmão que um dia me chantageou por causa de uma carta, que hoje não faz tanta diferença na minha vida. Que coisa Kate, você se mete em cada uma!!!
Ouvi o som eufórico de "Made in USA - Demi Lovato" tocar freneticamente, e sai a procura do pequeno aparelho branco que eu inocentemente chamo de melhor amigo. Porque? Simples, meu celular nunca me abandona.
Olhei no visor e vi o nome de Lucas estampado no mesmo e acompanhado de uma das minhas fotos favoritas do mesmo. Não exitei e atendi, e percebi o efeito instantâneo que ele causava em mim. Eu só sabia sorrir quando estava perto dele.
- Oi amor! - ele falou do outro da linha, parecendo cansado.
- O que houve?
- Tive que vim mais cedo para treinar, e não vou poder ir ai te buscar. Mas queria tanto que viesse, tem como pedir para alguém te trazer?
- A onde é?
- Do outro lado da cidade. Se não tiver quem te traga, não precisa vir. Não quero que fique andando sozinha. 
- Deixa de ser bobo. Eu sei me cuidar, Lucas.
- Mesmo assim. Se não tiver quem te traga, não ouse sair de casa, ok? Bem, eu só liguei mesmo para falar isso. Tenho que voltar para o treino. Beijo, te amo.
- Te amo. - Lucas foi rápido e desligou o telefone muito antes de eu pensar em fazer tal ato. 
Ótimo, como eu vou ver o jogo dele agora? Pensa em algo Kate, rápido!
Desci as escadas novamente e indo até a cozinha. Justin estava na mesma cortando um pão e colocando tudo o que tinha na geladeira dentro do mesmo. 
- Você viu a minha mãe? - falei passando por trás dele e indo até a geladeira com um copo na mão. Peguei a garrafa de água e despejei uma quantidade em quanto esperava ele falar alguma coisa.
- Não. - ele falou com a boca cheia, e me olhando. Justin deu alguns passos em minha direção, pegou meu copo de água, que estava pela metade, e bebeu o conteúdo, me entregando o copo vazio logo depois. - Porque?
- Não é da sua conta. - disse irritada e colocando mais água no copo, mas bebendo dessa vez.
- Fala o que é, talvez eu possa ajudar.
- Eu não quero a sua ajuda.
- Nossa, acordou co o diabo do seu lado hoje?
- Não, você não estava lá quando eu acordei. Mas infelizmente esta na minha frente agora.
- Nossa, que rude.
- Eu só quero saber se você sabe onde esta a minha mãe.
- Ela disse ontem a noite que ia sair com meu pai hoje sedo e que só chegaria de noite, então... Estamos sós aqui.
- Ótimo, e meu dia pode ficar pior? - falei olhando para ele com tédio.
- O que já aconteceu para você ficar com tanto mau humor.
- Você morar na minha casa já não é o suficiente?
- Me odeia tanto assim?
- Não, imagina. Eu te amo tanto, venha cá e me beije logo de uma vez. - falei sinica e passando ao lado de Justin, indo em direção a porta.
- A onde vai?
- Sair.
- Para onde?
- Não é dá sua conta.
- Estou responsável por você.
- Desde quando?
- Desde que sua mãe pediu para eu cuidar de você.
- Eu sei me cuidar. Ok?
- Sabe mesmo?
- Sim.
- Então tudo bem. Só me diga para onde vai.
- Para um jogo de basquete do outro lado da cidade.
- Vestida desse jeito? - ele disse encarando minha barriga que estava descoberta.
Olhei para mim mesma e percebi que eu não queria sair de casa daquele jeito, mas ele me estressou tanto que eu simplesmente esqueci que estava vestida daquela forma.
Olhei-o com tédio e tentei abaixar minha blusa, arrancando um risinho irritante dos lábios de Justin, e que lábios. O que eu pensei? Não!!!
Corri para meu quarto, e tranquei a porta. Ele estava lá na minha casa, não iria arriscar deixar aporta aberta. Adentrei no banheiro e me despi. Entrei no box, liguei o chuveiro frio e me enfiei ali embaixo, deixando a água fria escorrer por meu corpo.
Depois de um bom tempo no banho, saí. Voltei para meu quarto enrolada em um roupão, que linha um capuz com orelhinhas, e me dirigi até o guada-roupa, peguei qualquer roupa que tinha ali e vesti, sem me importar se combinava ou não, tudo que eu queria era sair daquela casa e bem, tentar chegar ao outro lado da cidade a tempo de assistir o jogo de basquete de Lucas.
Desci as escadas apressada, quase caindo da mesma. E corri para porta, abrindo-a, mas sendo chamada a atenção antes de sair.
- Você tem sorte de eu está indo para o mesmo lugar, se não você não ia.
- Como é que é?
- Vestida desse jeito não.
- O que você tanto tem conta as minhas roupas?
- Nada. Eu até gosto delas, é só que seu corpo chama muita atenção.
- Vai se 'foder.
- Olha a boca.
- Você não é ninguém para falar como eu devo falar, ou quais palavras eu devo pronuncia.
- Eu posso não ser ninguém, mas que me impressiona ver uma menina igual você falando tal palavras, é verdade.
- Me deixa em paz. - falei, voltando a tentar sair pela porta, mas Justin voltou a me impedir, mas dessa vez me puxando pelo braço e me levando para a garagem.
- Me solta, esta me machucando.
- Entra no carro, eu te levo.
Olhei para ele com cara feia e entrei no carro. Antes não havia percebido a roupa que Justin usava. Ela era bem parecida com a que Lucas usava nos treinos, quer dizer, era idêntica, só o que mudava era as costas, que tinha Bieber e o numero 6 estampados.
(n/a: eu não achei uma mais ressente, então vai essa mesmo, finjam que ele esta como esta agora, obrigada.)
Justin deu a volta no carro e logo em seguida entrou, deu partida e antes de pisar no acelerador, se virou para mim.
- O que é? - falei olhando para ele, que não respondeu, apenas riu de lado e virou o rosto esperando a porta da garagem abrir. - Coloca o cinto.
- Você não é minha mãe.
- Agora sabe como eu me sinto quando manda em mim. Coloca o cinto agora, ou para o carro para eu descer. - ele suspirou irritado e colocou o cinto, arrancando de mim um sorriso vitorioso.

Desci do carro depois de um grande caminho em silencio, quer dizer, não tão silencio assim. Vez ou outra Justin tentava puxar assunto comigo, fazendo perguntas indiscretas e as vezes com segundas intenções, mas quando via que eu não ia dizer uma palavra que servisse de resposta, parava de insistir e voltava a ficar em silencio. 
Corri até onde estava acontecendo o jogo, ou ainda iria acontecer, e entrei. Sai procurando por um rostinho bonito e conhecido ali dentro, mas o único rosto conhecido, porem também bonito ali era o de Justin. O que me deixava triste. Onde estava o meu Lucas?
- Se esta esperando alguém, tipo assim, o Lucas, não perca seu tempo. Ele não vai vir jogar hoje, ele esta proibido de jogar durante três jogos.
- Como assim? Mas ele me ligou ontem e disse que ia jogar, e me ligou hoje mais cedo dizendo que não ia me buscar em casa porque já estava aqui treinando. 
- Se não quer acreditar em mim, não acredita. Só estou dizendo que ele não vem. Apenas. - e dito isso, ele voltou a andar, parando metros depois e dando meia volta. - Mas, mesmo não acreditando em mim, não vou te deixar aqui sozinha. - ele segurou meu braço e começou a me puxar para andar ao seu lado.
Mas como assim? O Lucas não iria vir jogar? Então porque quis tanto que eu vinhe-se? Custava dizer que não ia jogar? Eu não ia dá a minima para isso. E porque quando ele me ligou, me fez acreditar que estava treinando? Ele me parecia cansado no telefone. Porque Lucas?

Continua???
Bem amores, sei que demorei e não tenho motivos pela demora, foi preguiça mesmo. 
Obrigada pelos comentários, de verdade. Fiquei tipo "OMG!" quanto vi a quantidade.
Eu Lovo Vocês.
Ps: estou pensando em reativar o meu blog de imagines, o que acham??? mas eu não vou deixar vocês... Nunca, e vocês sabem disso...

8.7.13

Devil Beside You - Cap. 4

Mais que porra ele estava fazendo ali? Me perseguindo?
Não tinha como eu negar. Fiquei incomodada com a presença dele no mesmo lugar que eu. Já bastava me atazanar, e me obrigar a fazer o que ele bem intende. Agora tem que ficar me vigiando? 
Rezava para que aquilo tudo acabasse logo de uma vez, e para poder ficar bem longe daquele diabo. Ele me fazia muito mal. Justin causava coisas em mim que eu achava que não existiam. Ele me causava arrepios sombrios, calafrios irritantes, e muitas outras coisas que me incomodavam. Eu não o suportava e muito menos gostava dele.
Para minha gratidão, o show não demorou a acabar. Justin parecia satisfeito com o que havia causado ao meu emocional, e sempre que podia, lançava um sorrisinho cheio de segundas intenções. Não queria mais ficar ali, e daria de tudo para sair dali o mais rápido.
Segurei a mão de Lucas o mais forte possível, fazendo-o me olhar apreensivo.
- Você esta bem, Kate? - Lucas falou e me olhou nos olhos, demostrando curiosidade e confusão.
O que eu estava fazendo? Porque me senti a pior pessoa com a aquele olhar?
- Eu estou bem. - falei e forcei um sorriso, tentando não demostrar o que eu realmente estava sentindo naquele momento. Eu com certeza não queria que ele ficasse mau por eu está mau.
Lucas forcou um sorriso, ainda incomodado, e retribui o aperto de minha mão, me abrancando de lado e me puxando para um beijo rápido. 
Senti algo apertá meu braço esquerdo e consequentemente me levando para bem longe de Lucas, que correu em minha direção. Ele não conseguiu me alcançar, pois a pessoa que havia me puxado a força havia me colocado dentro de um carro grande e preto, com as janelas em fumê.
Meus olhos foram tapados com algo, meu nervosismo só aumentou, e então senti algo contra meus lábios, forcando um beijo que eu não queria. Uma mão envolveu meu rosto, e com um toque quente me fazendo arrepiar. Aquilo me incomodava, mas não era ruim, por algum motivo eu não havia odiado, aquilo havia me passado segurança. 
Meu nervosismo havia diminuído, um pouco, mas ainda sim era menor. A mesma mão que tocou meu rosto puxou minha cabeça, fazendo-a encostar em um ombro, e segundos depois começou a fazer um carinho gostoso em minha nuca. Logo ouvi um voz rouca e baixa sussurrar um "Vai ficar tudo bem" em tom calmo, logo tudo de ruim que eu sentia foi embora, e aquele toque só me acalmava cada vez mais. 
Era incrível.
Eu ainda estava vendada, senti o carro parar e me arrastaram para fora, carregaram-me como um saco de batatas e me levaram para algum lugar. Tiraram minha venda, e só vi um vulto preto correr para fora do...
Meu quarto? Como assim? Eu estava em casa?
Deitei pesadamente sobre minha cama e fitei o teto. Pensando em como eu havia chegado ali, era um total mistério. 
Peguei meu computador e liguei no Skype, Larissa estava online e assim que meu perfil passou a ser o mesmo, ele me chamou para um conversa de vídeo, e começou com seus interrogatórios.
- Como? - ela falou, quase com um grito, surpresa.
- Eu não sei como cheguei em casa, ok?! Apenas cheguei. - falei, no mesmo que ela, e me joguei com força contra a cama. Minha cabeça apresentava vida com um pequeno incomodo e dor.
- Mas... Como assim? Te beijaram e você não sabe quem foi. Não consegui em pensar em ninguém?
- Não.- falei simplesmente. - Estou com medo, Larissa. O que será que querem comigo? Porque fizeram isso?
Meu celular tocou frendentemente, me despertando de um vasto momento de pensamentos. Olhei no visor e senti meu corpo relaxar. Lucas. Era a unica coisa que havia naquela tela.
- Alo?! - falei feliz, ele me fazia muito bem.
- Você esta bem? Onde você esta? Fala que eu vou ai e te busco. 
- Não precisa. Por algum motivo me trouxeram para casa. Estou bem.
- Você esta em casa?
- Eu também não acreditei quando vi, mas sim, eu estou em casa e intacta, não me fizeram nada. Não me tocaram. - menti.
Lucas era tudo que eu queria. Ele era quem eu queria, e por isso eu não devia contar nada. Se eu esquecesse, ele não ficaria sabendo.
- Ainda bem. - ele disse e pude ouvi-lo suspirar aliviado. - Não sabe o quanto eu fiquei preocupado. Queria chamar a policia e correr atrás de você. Eu até corri, mas do nada você sumiu.
- Eu estou bem Lucas, não precisa se preocupar, tudo bem?
- Ok. 
- Vou dormir, boa noite. Te vejo amanhã?
- Sim, passo na sua casa às 10:00 horas, tenho um jogo e queria que estivesse lá para poder torcer para mim.
- Ok, te espero amanhã então.
- Beijos.
- Beijos.
Desliguei o telefone e me levantei, indo até o banheiro e olhando-me no espelho. Eu costumava fazer isso para pensar. Me despi e entrei no box, liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre meu corpo. Aquilo iria me fazer relaxar. 
Passei cerca de uma hora ali, apenas pensando, e quando senti meu corpo amolecer, sai, me enxuguei e voltei para meu quarto. Me troquei e me atirei na cama, me enrolando e me virando para o lado. Senti meus olhos incomodados e foi quando percebi que não havia desligado a luz. Me levantei com muita preguiça e me guiei até o interruptor, deliguei a luz e com dificuldade, por causa da escuridão, me guiei até a cama e me deitei, me enrolei e assim dormi rapidamente.

Oito horas da manhã. Foi a hora que eu acordei no domingo. Lutei contra a minha maior rival e me enfiei no banheiro, tomando um banho gelado e saindo logo depois. Vesti uma roupa confortável e desci as escadas de minha casa. Corri para a cozinha e abri a geladeira, tirando de lá tudo que eu precisava para fazer meu melhor sanduíche.
Preparei meu lanche e preparei um suco de uva para acompanhar, fui até a sala, me sentei no sofá e liguei a TV colocando no meu programa favorito, Bob Esponja. Ok, sei que pareço uma criança, mas eu adoro Bob Esponja.
Ouvi passos descendo as escadas, o que chamou a minha atenção. Acompanhei os pés que desciam devagar e me deparei com...
Justin sem camisa, cabelo bagunçado e cara de sono.
Espera, ele dormiu aqui?

Continua???
Obrigada pelos comentários anteriores amores, me incentivaram muito a continuar.
Espero que estejam gostando e até o próximo capitulo.

5.7.13

Devil Beside You - Cap. 3

- Hey, saia da minha frente. - falei, encarando-o na minha frente. - Deixe-me passar, já estou atrasada. 
Era uma sexta-feira há tarde. Eu tinha acabado de voltar de casa, onde almocei e tomei um banho e troquei de roupa. Na parte da tarde eu tinha duas aulas e depois voltava para casa.
- Tenho que falar com você. - ele disse dando mais alguns passos em minha direção.
- Me deixe passar, eu não quero falar com você. - disse dando um passo para o lado, mas ele me acompanhou. - Eu não quero falar com você.
- Deixa de ser detestável. - falou ele me olhando com tédio. 
- Saia da minha frente. - empurrei-o para o lado e continuei meu trajeto para minha sala de aula.

Por causa de Justin eu não consegui chega a tempo. A professora não me deixou entrar, e para não passar o tempo só e com tédio, andei pelo campos da faculdade com os fones no ouvido. Encontrei Lucas andando apressado e sorri, estávamos a duas semanas juntos.
- Lucas! -gritei, fazendo-o me olhar e sorrir. 
Ele andou até mim, parou na minha frente e sem dizer nada me abraçou. Ele me fazia tão bem.
- Estava com presa? - perguntei, olhando-o. Ele balançou a cabeça negativamente e se aproximou mais seu rosto do meu. 
- Hi! - soou a voz do imprestável ao nosso lado, fazendo Lucas se afastar rapidamente. - O que estão fazendo? - ele falou sorrindo falso e depois me olhou. - Posso carregar ela por um minuto? - Justin perguntou, olhando com um olhar amigável, porem falso, para Lucas.
- Ãh? - Lucas parecia confuso, e com razão, Justin havia chegado do nada.
- Não vou a lugar nenhum com você. - falei o encarando e segurei a mão de Lucas, puxando-o para bem longe dali.

Eu não consegui ir para a outra aula, então fui direto para casa. Minha mãe estava na cozinha, fazendo alguma coisa, quando cheguei, então para não atrapalha-la, corri para meu quarto, tomei um banho rápido e coloquei meu pijama, e desci novamente, indo até a cozinha para ver o que minha mãe estava cozinhando, pois dava para sentir o cheiro de lá do meu quarto.
- Isso pareci está muito bom, mãe. - falei e dei-lhe um beijo no rosto, indo até a cozinha para ver o que tinha para comer ali.
- E tem que esta, teremos visita para o jantar então suba e troque de roupa, ele deve chegar logo.
- Seu namorado vem jantar conosco? - falei, olhando-a com uma maça perto da boca.
- Não. - ele disse e pegou a maça da minha, não deixando eu come-la. - O filho dele que vem.
- Ata... - falei pegando um copo e colocando água. - Espera... - falei me dando conta do que ela havia falado. - Ele tem um filho? Mãe...
- O que foi? - ele disse indiferente.
- Poque não me disse que ele tinha um filho?
- Achei que não tinha importância, tenho certeza que vocês se darão muito bem.
- Espero... Já estou sofrendo demais na minha vida.
- Oi?
- Nada, eu vou subir e trocar de roupa. - dei-la um beijo no rosto e voltei a subir as escadas, indo para meu quarto.
Fui até meu closet, e escolhi um roupa qualquer, vesti-a e fiz uma make bem básica, apenas para cobrir a minha cara de sono e minhas famosas olheiras. 
Desci novamente, e ajudei minha mãe a arrumar a mesa. Quando tudo estava ficando pronto a campainha tocou, minha mãe correu para atender e eu fui até a cozinha pegar mais algumas coisas para colocar na mesa.
- Filha, ele chegou. 
Voltei para a sala de jantar e me assustei.
Mas o que diabos ele estava fazendo ali?
- O que? - falei, e larguei um prato que segurava, ele caiu e se quebrou em pequenos pedaços no chão.
- Oi Kate.
- Vocês já se conhecem? - minha mãe perguntou, em quanto catava alguns pedaços maiores do prato.
- Não, não e não. O que você esta fazendo? Me seguindo? Vai embora.
- Kate! - minha mãe gritou, se levantando e ficando bem na minha frente. - Me desculpe por ela, não deve esta acostumada com visitas em nossa casa. Por favor sente, sinta-se em casa. 
- Mãe! 
Minha mãe voltou para a cozinha, me deixando sozinha com Justin na sala de jantar. Ele andou alguns passos em minha direção e quando estava bem próximo de mim, falou baixo.
- Acho que vamos ser irmãos.

- O que? - gritou Larissa pelo telefona. - Não brinca com uma coisas dessas Kate. Me explica direito.
- Justin é filho do namorado da minha mãe. Minha mãe esta namorando o presidente da nossa faculdade.
- E você não sabia?
- O que você acha?
- Oh My God, eu estou...
- Chocada? Eu também estou. Mas agora eu vou desligar. Lucas esta na outra linha. Beijos. - desliguei sem esperar que ela responde-se e ouvi a voz de Lucas soar na outra linha. - Oi amor.
- Espera só um segundo, minha mãe esta mandando eu arrumar meu quarto. - ele disse irritado e eu ri. - Voltei. 
- Demorou!
- É que estava um pouco bagunçado.
- Um pouco tipo muito?
- Quase isso. Bem... Você vai sair amanhã de tarde?
- Eu? Não, porque?
- A banda de um amigo meu vai fazer um pequeno show amanhã, vamos comigo?
- Que horas?
- Às quatro.
- Certo. A onde é?
- Eu vou ai te pegar e vamos juntos.
- Ok, estou te esperando então. 
- Espera 'aê mãe, eu já 'tô descendo. - ele gritou e ficou mudo, escutando o que a mãe falava, eu também escutei.
- Vai lavar a louça, eu vou dormir.
- 'Tá, beijos.
- Até amanhã.
- Já 'tô descendo mãe. - ouvi ele gritar antes de desligar o telefone.
Me ajeitei na cama, me cobri. Senti meus olhos pesarem e então me entreguei ao sono.

- Que tal essa aqui? - falei para Larissa, que estava conversando comigo por webcam no Skype.
- Não! Ele disse que tipo de música a banda do amigo dele toca?
- Não. Mas acho que deve ser Rock, Heavy Metal, por ai...
- E você gosta?
- Um pouco, mas eu vou, mesmo se não gostasse. - me virei para o closet e voltei segurando uma blusa. - E essa aqui?
- Não! Se for mesmo o que você disse, você tem que escolher algo que marque.
- Eu não. Vou vestida do jeito que eu gosto. 
- Então está bem. Vou sair, minha mãe saiu e eu tenho que arrumar meu quarto. Ele 'tá uma sona.
- Estou vendo.
- Tchau, boa sorte.
- Obrigada.
Ela desligou a nossa conversa e eu sai do Skype, olhei as horas e me assustei com o quanto eu já estava atrasada. Eram quatro e dez, meu Deus.
Corri para o banheiro e tomei um banho rápido, não lavei o cabelo, já que tinha lavado quando acordei. Me vesti sem pensar muito, porque se fosse pensar, iria demorar no minimo mais trinta minutos, e eu não queria isso, certo? Certo.
Arrumei meu cabelo e fiz uma make básica e bem simples. Peguei um bolsinha e coloquei minha carteira e meu celular nela, desci as escadas correndo e me sentei no sofá, esperando a campainha. O que não demorou nem um minuto.
Corri para atender a porta e vi Lucas, mais lindo que qualquer outro dia, bem na minha frente. Ele sorriu e se aproximou, me dando um selinho. (n/a: o cara da foto é o Lucas)
- Vamos? - perguntou, erguendo uma se suas mãos.
- Sim. - disse agarrando sua mão e fechando a porta.

Caminhamos devagar até chegar em um lugar muito legal. Era um tipo de galpão, onde nele tinha montado um palco e vários equipamentos de som estavam espalhados por ele, e algumas luzes iluminavam o local. 
Entramos e nos sentamos em umas cadeiras perto do palco, já que o show ainda não tinha começado.
As luzes que iluminavam a parte da pista, onde a plateia iria ficar, foi se apagando e a do palco foi ligando e pegando foco nos integrantes da banda, eles eram em quatro. Sendo um baterista, um vocalista, um guitarrista e um baixista.
O som era agradável, um mistura de rock e pop. A letra era bem significativa, mas ao mesmo tempo era muito pesada, era bom. 
Até que um dos entregantes caio no chão, fazendo o show ser interrompido e os outros se amontoaram perto dele. 
Acho que ele não iria conseguir prosseguir com o show, pois levaram-o para dentro e depois saiu de lá Justin.
Mas que porra ele estava fazendo ali, com certeza deve esta me perseguindo.

Continua???
Espero que estejam gostando amoras, volto depois com mais um capitulo. 
Beijos.
http://lookbook.nu/beatrizazevedo
Banner da IB baseada nas montagens da dona (VLW Lua)

28.6.13

Devil Beside You - Cap. 2

- Ser a escrava dele?! Ele é louco?!  - Larissa falava alto, em quanto andava de um lado para outro como uma louca no Starbucks mais perto da faculdade.
- Eu também acho que ele é louco, mas eu tenha tanto medo dele.
- Eu ouvi que aqueles caras são implacáveis por causa dele. – Layla falava, sentada do meu lado.
- Eu não quero ouvir isso! – falei alto, colocando as mãos no ouvido.
- Pare de negar a verdade, Kate. Pode continuar Layla. – falou Larissa, puxando minhas mãos e se sentando para ouvir o que Layla tinha a falar.
- Eu escutei que, no ensino médio, sempre que eles escolhiam uma garota como alvo, ela era maltratada constantemente. – falou Layla, me deixando apavorada.
- Porque sou eu dessa vez?
- Porque você é uma covarde! É por isso que você é maltratada! Eu vou recuperar a sua carta! – Larissa falou e se levantou determinada.
- Sério?! Vai fazer isso pra mim?! Você é a melhor. – falei abraçando-a.
- Não se preocupe com nada. Enquanto eu estiver aqui, eu não vou deixar que ninguém abuse de você. – falou ela, retribuindo meu abraço.

26.6.13

Devil Beside You - Cap. 1

- Lucas, Eu... Eu quero que você saiba... Você é o primeiro garoto por quem eu me apaixonei. Eu gosto de você. – sorri tímida e olhei para baixo, não estava acreditando na minha coragem de tudo aquilo falar.
- Eu não acredito que você falou isso, até porque, eu deveria ter dito isso primeiro. Eu acho que... Antes de você gostar de mim, eu já gostava de você. Kate seja a minha namorada.
E sem pensar, corri para abraça-lo, era o melhor dia da minha vida.

- Kate! Kate!
- Esta aula está muito chata para você?! – perguntou a professora, me acordando do meu melhor sonho.
Balancei a cabeça negando sua pergunta e olhei para meu lado esquerdo, onde Lucas estava sentado e me olhando.
Como podia ser tão lindo? O sorriso, o cabelo, tudo combinando de uma forma tão perfeita.
O sinal para o fim da aula tocou minutos depois, todos os alunos se levantaram de suas mesas e saíram da sala, junto com a professora, e eu, fiquei na sala, arrumando meus materiais e escutando Larissa e Layla falar suas besteiras.
- Você estava sonhando com ele? – perguntou Larissa. – Você esta piorando a cada segundo. – falou ela se sentando do meu lado na mesa.
- O que você estava fazendo? – Layla disse, me olhando curiosa.
- Deve ter sido...
- Eu sonhei com a minha vitória no amor!!! – gritei, interrompendo Larissa falar.
Elas me olharam com a maior cara de fica quieta e eu entendi que tinha falado merda.
- Eu conseguirei... realmente? – perguntei mais para mim do que para elas.

- Você realmente acredita que eu conseguirei fazer isso? – perguntei nervosa.
Larissa me olhou de longe e fez que sim com o polegar, sussurrando algo.
- Com certeza sim. Vai com tudo. – sussurrou ela de longe.
- Mas... – falou Layla.
- Calada! – interrompeu Larissa. – Ele esta vindo, concentra! – ela continuou e logo se abaixou para que ninguém a visse.
Prendi a respiração, na intenção de alguma melhorar com ela em falta e coragem a mais surgir.
- Eu... eu não consigo. Estou muito nervosa... Não consigo respirar. Talvez eu não devesse fazer isso! Não! Eu tenho que confessar meus sentimentos para ele. – pensei e me virei, para poder encara-lo, com a cartinha na mão.

Querido Lucas, como eu posso dizer? Nesse colégio tem tanta gente, e eu fui logo gostar de você. É coisa de babaca, eu sei, mas não aguentava mais esperar por algum sinal de vida teu, então decidi colocar tudo no papel logo de uma vez, e dizer que meu coração idiota bate cada vez mais forte de amores por você. Perdão se tudo isso foi tão de repente, e até entendo se não quiser mais falar comigo, mas eu realmente preciso dizer.
Eu gosto de você!
Com amor, Kate.
- Lucas, eu gosto de você! Por favor, saia comigo!
Olhei para o lado e vi-o subindo as escadas, como se não houvesse escutado o que eu havia falado, ou muito pior, me visto ali.
E quando voltei a encarar a carta, alguém estava bem em minha frente. Um garoto, que insisto dizer que nunca vi em minha vida, me olhava com grandes olhos castanhos quase mel e com cabelos espetados para cima, num tom mais claro que os olhos.
Soltei a carta num movimento brusco.
- Eu... Confessei para a pessoa errada! Você... Isso... – gaguejei tentando me explicar meu mal entendido.
- Kate! Kate! – gritou Larrisa, me chamando a atenção para onde ela estava, e então sai correndo.

- Normalmente, uma pessoa não confessa seus sentimentos para a pessoa errada. – falou Larissa, olhando para seu copo de café.
- Eu estava tão nervosa... Eu não conseguia enxergar claramente quando eu saí correndo.
- Você... é tão estúpida! – falou Larissa
- Além disso, aquele menino é um novo aluno do curso de Artes Plásticas, Justin. – exclamou Layla, olhando em uma frequência de sala.
- Não me interessa quem ele é. Ele parecia tão arrogante. – falei olhando para meu café.
- Kate, que acho que você deveria saber mais sobre ele. Eu ouvi dizer que ele é filho único do Presidente da nossa faculdade. Com o apoio do seu pai, ele continua a vir com ideias estranhas, como cursar Artes Plásticas. Ele é o líder de um grupo de garotos, que consideram o estranho comportamento dele como normal. – falou Larissa desconfiada.
- Eu ouvi que quando eles estavam no Ensino Médio, eles sempre matavam aula e agiam como delinquentes. Sempre causavam problemas! Apesar dos avisos da escola, ouvi dizer que eles também foram presos. Eles se pareciam mais com gangsters do que com estudantes. – falou Layla me olhando estranho.
- O mais absurdo é que, apesar de ser claramente um estudante ruim, as garotas ainda corriam atrás dele. Na internet, elas o chamavam de... PRINCIPE DA SEDUÇÃO.
- Ah! – reclamei, apoiando minha testa em meus braços que estava sobre a mesa. – Para cometer um erra desses na frente daquele cara, eu sou muito azarada.
- Não é tão ruim assim. Pelo menos você não é odiada pelo cara de quem gosta. – falou Larissa tentando me animar.
- Sim. Você vai encontrar outra oportunidade para dizer que gosta dele. – falou Layla, com a mesma intenção que a amiga.
- Uhm, eu espero. – falei, ainda de cabeça baixa. E foi quando me lembrei da minha carta. Levantei a cabeça assustada.
- O que é? – perguntou Larissa, assustada como eu.
- Onde está a minha carta?
- Como eu poderia saber? – falou Larissa indiferente.
- EU A PERDI!!! O que eu devo fazer? Não consigo encontra-la. Se alguém acha-la, todos ficarão sabendo. Tinha os nossos nomes escritos nela.
Voltei ao lugar onde eu havia deixado cair, e comecei a procura-la preocupada, se alguém a acha-se, minha vida esta arruinada. Será que o venta a soprou para o jardim? Era bem provável, já que estava chovendo e ventando forte. Então corri até o jardim, e me agachei, varrendo todo o terreno com os olhos a procura da minha carta, mas nada.
- Colega, está procurando alguma coisa? – ouvi a voz que eu mais adorava ouvir soar do meu lado.
- Sim. – falei simplesmente.
- O que é? Eu te ajudo a procurar.
- Estou procurando por... – e foi quando me dei conta de com quem eu estava conversando. – Um trevo de quatro folhas.
Eu não poderia contar o que eu estava realmente procurando, não naquela hora e não para ele.
- Trevo de quatro folhas? – ele perguntou realmente curioso.
O que eu estou dizendo? Poderia parecer mais idiota?
Balancei a cabeça positivamente, como se realmente fosse aquilo que eu estava procurando.
- Olá. Sou Lucas. Nós estamos na mesma turma de Economia.
- Sim, Economia.
Voltei a procurar, mas dessa vez, não mais a minha carta. Como se eu fosse achar um trevo de quatro.
Senti ele se aproximar de mim, me fazendo prender a respiração. Olhei-o, e sim, ele estava se aproximando cada vez mais de mim, e me olhando tão intensamente. E quando fechei meus olhos, ele apenas tocou no meu ombro rapidamente.
- Não se assuste. Havia um bicho no seu ombro.
Um bicho? Passei por tudo isso, meu coração disparou tanto assim por causa de bicho no meu ombro, mentira.
- Esta ficando escuro. É melhor você ir logo para casa. – ele disse e se levantou, indo embora e me deixando sozinha no frio do fim de tarde.
- Lucas! – gritei, fazendo-o olhar para mim. – Meu nome é...
- Kate.
Ele sabia meu nome!!!
- Bye Bye.

Ele conversou comigo! Ele sabia o meu nome!
- Alô? – falei feliz.
- Alô, Kate? Você encontrou a carta? – falou Larissa do outro lado da linha.
- Não encontrei! – falei me lembrando da carta.
- Não? Não se preocupe. Nós podemos procura-la amanhã. Ok? Bye. – e então ele desligou.
- Deus, por favor, faça com que aquela carta voe até a Argentina! – pensei alto. – Mas esta tudo bem. Se eu não tivesse voltado para procura-la, eu não teria conversado com Lucas.

- Senhora proprietária. – falei entrando no restaurante que minha mãe trabalhava.
- Kate, você está aqui. – falou a senhora muito simpática.
- Eu vim para encontrar a minha mãe.
- Ela saiu para entregar uma encomenda... Numa empresa perto da esquina. Eu disse para ela ir direto para casa depois. – ela falou, em quanto limpava uma das mesas.
- Eu vou procura-la, então. Obrigada.
- É mesmo, me deixe falar... Ultimamente sua mãe parece distraída. Por isso, fique de olho nela, por favor.
- Ok. Eu entendi. Bye.
Sai do restaurante, e fui andando a procura de minha mãe.

Estava andando pela rua, onde a proprietária do restaurante disse que minha mãe provavelmente estaria, e a encontrei andando devagar e portavelmente nas nuvens.
- MÃE! – gritei, assim que a vi escorregando na escada onde descia.
- Kate! – ela falou assim que me viu correr em sua direção.
- Você esta bem? – falei já perto dela.
- Esta doendo muito. – ela falou me mostrando um pequeno corte na mão.
- Mas mãe, nem esta tão grande.
- AH!
- Ok, eu vou te levar para casa, venha. – ajudei-a a levantar e caminhamos para casa.

- Aah... isso dói! – ela falou assoprando o corte, não me permitindo terminar o curativo.
- Já esta tudo bem.
- Dói.
- Ok, pronto. – falei guardando um remédio cicatrizante.
- Use isto! – ela disse me mostrando um band-aid da hello kitty.
Eu a olhei com cara de “fala sério” e ela me respondeu com um balançar de cabeça positivo.
- Ok. Por que você não é mais cuidadosa?
- Que desperdício de comida...
- Mãe, há alguma coisa te incomodando? Não? – ela balançou a cabeça como um não. – Sua chefe falou que você anda distraída no trabalho.
- Eu...
- Você não disse que nós nunca guardaríamos segredo uma da outra? – ela foi abaixando a cabeça, com vergonha. – Vamos.
- Aonde?
Fui puxando-a até chegar num lugar que ela costumava me levar quando eu era mais nova. Um parquinho na esquina de casa.
- Eu me lembro de que quando o papai faleceu, nós estávamos falidas. Nós não tínhamos dinheiro nem para pagar a viagem da escola. Naquela época, houve um furto na escola e todas me culparam por ele mesmo não tendo nenhuma prova. Eles não acreditaram em mim, e então começaram a implicar comigo.  Eles até rasgaram meu dever de casa e jogaram minha mochila na lata de lixo.
- Mas, naquela época, você não me falou nada, porque não que eu me preocupasse. – ela falou se lembrando do que havia acontecido. – Em vez disso, você faltou na escola para vir aqui. Quando eu finalmente encontrei você, ainda assim você não me contou nada. – ela continuou.
- Eu lembro que você me disse: Kate, não importa o que aconteça, eu gostaria que não houvesse segredos entre nós. Nós só temos uma a outra. Você se preocupa comigo assim como eu me preocupo com você, não é verdade? Kate, eu quero ser a pessoa mais próxima a você. Eu quero compartilhar toda a sua felicidade e a sua tristeza... para sempre. E a partir de então sempre que houvesse alguma coisa que nós não conseguíamos falar, nós vínhamos aqui.
- Kate, me desculpa. Eu não fiz de propósito. – ela falou baixo.
- Qual é o problema? Me conta. Vamos resolvê-lo juntas.
- Eu... Eu me apaixonei por uma pessoa.
- O que você disse?! Seu segredo é que você se apaixonou por alguém?!
- Eu menti para você e me encontrei com um homem em segredo.
- Eu nunca imaginei que você estivesse namorando! – gritei.
- Eu nunca mais o verei!
- Ele é casado?! Você é a destruidora de lares que acabou com o casamento deles?!
- Não. Ele é divorciado.
- Você tem certeza?! Como vocês se conheceram?! Há quanto tempo vocês estão juntos?!
- Eu o conheci quando... ele veio ao nosso restaurante... – ela começou a contar a historia longa de como haviam se conhecido.
- O que é isso que vejo no seu rosto? – falei assim que ela parou de falar.
- O que é?
- Desde quando o papai morreu, eu não via essa expressão.
- Desculpa. – ela disse e abaixou a cabeça.
- Você deveria ter arranjado um bom homem para você antes.
- Você realmente não esta brava? Você não é contra?
- Se esse homem é tão bom quanto você disse, por que eu deveria ser contra? Eu te apoiarei 100%. – ela sorriu e me abraçou forte.
- Então... – disse me soltando do abraço.
- O que é agora? – falei entediada.
- Eu posso sair hoje à noite...?
- Se eu falar que não... – ela me olhou com uma cara assustada. – Eu não seria uma filha má?! – ela gritou de felicidade e me puxou para outro abraço. 
- Mãe... Divirta-se no seu encontro! Use roupa sexy e o seduza!
- Ok! – ela disse rindo e saiu correndo de volta para casa.
Eu nem havia percebido que minha mãe estava namorando. Desde que meu pai morreu, não a via tão feliz assim.

Voltei para casa depois de dá algumas voltas pelo quarteirão, tentando pensar em algo para fazer quando chegasse em casa, mas como não pensei em nada, apenas tomei banho e fiquei assistindo TV até pegar num sono e só acordar no dia seguinte.
Quando acordei era 7:00 horas dá manhã, tomei um banho rápido, já que estava atrasada e me vesti, estava fazendo frio.
Tomei café da manhã e sai de casa, andando devagar até chegar na faculdade, indo direto para a sala. Mas quando cheguei no corredor que dava acesso a minha sala, vi aquele mesmo menino do dia anterior, Justin, parado no meio dele e sorrindo perverso para mim.
- Você perdeu alguma coisa? Para Lucas... De Kate.
Me virei, olhando para minha carta que estava em suas mãe. Andei até ele, sorrindo falsamente e quando cheguei perto, tentei pega-la. Mas ele esquivou a mão, e continuou a me olhar, com o mesmo sorriso perverso.
- Por que me agradece?
- Anh?!
- Não seja estúpida. Eu não estaria aqui tão cedo apenas para devolver uma carta. Eu ordeno a você... que a partir deste momento... você seja minha...
- O quê?
- Minha escrava.
- Que piada de mau gosto. Devolva a minha carta!
- Devolvê-la? Não acho... que você tenha entendido a situação. Se eu... fizesse cópias desta carta... digamos... 1000 cópias, e as jogasse do telhado, o que você acha que aconteceria?
Me imaginei em uma situação como essa que ela havia dito, e não seria nada legal ter varias pessoas lendo o que só uma pessoa devia saber.
- Sou um calouro no curso de Artes Plásticas. Você não precisa me chamar de “mestre”. Apenas me chame de Justin.

- Justin, que é essa garota? – perguntou um garoto, me olhando de cima a baixo e vindo até minha direção.
Justin havia me carregado a força para uma sala, onde as cadeiras estavam desarrumadas e quatro garotos o esperava.
- Onde você a encontrou? – falou outro garoto, me encarando.
- Por que ela está tremendo?
- Ela é Kate. Ela fará qualquer coisa que eu pedir. – falou Justin, sentado em uma cadeira, todo largado.
- Qualquer coisa? Legal.
- Posso ver sua roupa intima?! – perguntou um dos caras, que estava parado atrás de mim.
- Bons modos! – gritou um que estava do meu lado. – Ignore-o. Eu sou Chaz. Não te farei mal. Sou um cara muito legal, por isso... deixe-me beijá-la.
- Seus pervertidos! – gritei e senti meu corpo bater contra outro.
- Se afastem! Vocês não entenderam? Ela é exclusivamente minha. Ela ouve apenas a mim. – Justin havia me puxado e colado nossos corpos. – Certo? – ele falou bem próximo ao meu rosto, tão próximo que eu podia sentir sua respiração bater contra meu rosto, e sentir também seu hálito fresco no mesmo. – Seja obediente... ou revelarei a carta.
- Sim, eu sou sua serva mais leal.

Eu só senti meu corpo amolecer, e meu mundo desabar sobre minha cabeça. Tudo estava perdido. Ou eu fazia o que ele dizia ou eu me preparava para sofre com todos soando com a minha cara.


Continua??
Ps: as partes destacadas são pensamentos da Kate, ok? bjss
 

©código base por Ana .