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Justin Drew Bieber’s Point Of View
Justin Drew Bieber’s Point Of View
Fiz esforço pra acordar antes de Anna hoje, precisava ligar pro meu pai sem que ela visse e tentar convencer Jeremy a comprar uma casa para mim e Anna morarmos, afinal, eu havia mentido pra Anna, e se ela descobrisse que não existisse casa nenhuma, estava ferrado. Levantei-me da cama, deixando Anna dormindo, coloquei uma calça jeans preta, uma camisa cinza escura, um supra preto, coloquei meu celular no bolso e saí do quarto. Procurei por um lugar mais reservado, perto do Jardim e liguei pro meu pai, demorou um pouco pra atender, mas ele atendeu.
– Pai? –
– O que aconteceu Justin? –
– Aconteceu... – acabei deixando escapar um sorriso em meus lábios.
– Esse é o meu garoto!! – Jeremy falou contente- Sem camisinha não foi?-
– Claro né pai, se não era a mesma coisa que nada... Agora tem um probleminha...-
– Que problema? – meu pai perguntou, já demonstrando irritação.
– Na outra vez que você ligou pra mim, Anna escutou o final da nossa conversa...-
– O que ela escutou? – meu pai já estava irritado.
– Se lembra quando você me falou que quanto mais rápido eu pegasse ela, melhor seria pra mim, e eu acabei repetindo “quanto mais rápido melhor pra mim”?-
– Não acredito que ela escutou isso, como você a enrolou?-
– Agora vem o problema... Falei que você tinha comprado uma casa pra eu e ela morarmos juntos, e que você tinha mandado reformar a casa, pintar, essas coisas...Por isso, tinha dito quanto mais rápido fosse a reforma, melhor pra mim... –expliquei.- E outra... ela queria ver fotos da casa! –
– Puta que pariu Justin... – meu pai gritou e eu tirei o celular da orelha.
– Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça...- me justifiquei.
– Tá... vou comprar uma mansão na zona sul de Toronto hoje mesmo, e se der amanhã mesmo te mando as fotos da casa! –
– Ok – disse seco e terminei a ligação.
Anna Bonner Mazzafera’s Point Of View
Acordei eram umas oito horas da manhã com o meu celular tocando, passei a mão ao meu lado na cama, e percebi que Justin não estava mais lá. Peguei o celular, que estava em cima do criado-mudo ao lado da cama. Era Harry. Sorri ao ver que era ele. Enquanto atendi o telefone, andei pela suíte à procura de Justin, mas nem sinal dele. Estranho.
– Oiiii Harold – atendi entusiasmada.
– E aí como está sua vida com o garoto mais insuportável, ridículo, nojento, e infantil? – Harry começou a repetir todos aqueles adjetivos que eu tinha dado a Justin no dia da festa do meu casamento –
– Está indo... – engoli seco.
– Indo bem... mal? – Harry riu do outro lado da linha.
– A gente briga, depois estamos de bem, e assim sucessivamente!- expliquei.
– Mas ele tá te tratando bem? –
– É o que eu acabei de falar Harry, tem hora que ele é fofo, e tem hora que eu tenho vontade de matar ele... Tem momentos que ele é muito insuportável – transparecia raiva em minha voz.
– Entendi... Mas vocês já... – o interrompi, antes que perdesse a coragem de contar a verdade, Harry era meu melhor amigo, e ele iria me entender, eu acho.
– Sim, ontem... E já estou quase arrependida – falei rápido.
– Eu não acredito Anna, ele te forçou? Eu sabia que não ia dar certo essa história de casamento arranja... – o interrompi mais uma vez, Harry estava exaltado demais.
– Não Harry... Ele não me forçou a nada, eu fiz porque eu quis –
– Eu não estou entendendo mais nada Ann... Eu nunca pensei que você... – ele parecia que estava tomando coragem para terminar a frase – Nunca pensei que você era um vádia Anna – ele disse sem medo.
Senti meus olhos se encharcarem de lágrimas, a pele das minhas bochechas ardiam e queimavam em ódio e vergonha. Nunca imaginei Harry falando isso de mim. Nunca. Ele sempre me tratou como uma princesa, sempre foi o meu melhor amigo, quando tinha 14 anos, ele me pediu em namoro, dizendo que eu era a garota mais especial do mundo, e que ele não poderia deixar eu escapar de suas mãos. Acabamos porque Harry teve que se mudar para Londres, e só voltamos a nos ver há dois anos quando ele se mudou de volta para Stratford. De vez em quando ele dizia que me amava, e queria voltar a namorar comigo, mas eu sempre achei que era melhor sermos amigos. Meu choro estava entalado na minha garganta, sentia vontade de gritar.
– Anna, você está aí? – Harry perguntou, eu estava há um bom tempo em silêncio.
– Eu estou me sentindo péssima agora Harry - comecei a soluçar entre lágrimas- Nunca pensei que você me chamaria de vadia – dei ênfase na ultima palavra.
– Foi sem querer Ann, eu fiquei com raiva, mas... – ele parecia procurar palavras, mas não deixei.
– Chega! Não quero mais ouvir nenhuma palavra da sua boca hoje... –
– Ann... – foi tudo que eu ouvi dele, antes de terminar a chamada.
Estava me sentindo um lixo, por um lado Harry tinha razão, eu realmente me entreguei muito fácil a Justin, mas Harry não podia ter me tratado assim. Não mesmo. Fui ao banheiro, olhei-me no espelho que havia em cima do balcão da pia. Estava vermelha, meus olhos um pouco inchados e meu cabelo bagunçado. Enxuguei as lágrimas com as costas das minhas mãos, e voltei a me encarar no espelho. Realmente eu era uma idiota. Ouvi a porta do quarto abri, me recompus o mais possível, e coloquei minha cabeça do lado de fora do banheiro pra ver quem era. Justin acabava de chegar.
– Onde você estava? – perguntei.
– Por aí... – deu de ombros.
Percebi que o velho Justin havia voltado. Entrei no banheiro novamente, tomei banho, e tentei me esquecer de tudo que tinha acontecido. Saí do banheiro com uma toalha em volta do corpo, e outra enrolada em meu cabelo. Justin estava assistindo televisão e nem me notou, eu acho. Coloquei essa roupa (http://www.polyvore.com/day/set?.locale=pt-br&id=54038044) e saí do quarto, sem dar explicações. Mau saí do quarto, e senti alguém me segurar pelo braço.
– Onde você está indo? – Justin segurava meu braço.
– Um lugar chamado “por aí”... – respondi irônica e me soltei dele.
Justin finalmente me deixou em paz, e eu segui caminho até o jardim do Hotel, fiquei sentada naqueles bancos de praça. Eu precisava espairecer, sozinha.
Justin Drew Bieber’s Point Of View
– Um lugar chamado “por aí” – ela respondeu, soltando-se de mim, e fugindo do meu campo de visão. Que menina louca, já estou perdendo a paciência com ela. Voltei pro meu quarto, tomei banho e depois fui tomar café. O dia se passou assim, sem sinal da Anna. Já eram dez e meia da noite e nada dela. Uma coisa eu sabia ela não estava no Hotel. Decidi sair do hotel à procura dela, ela com certeza estaria por perto.
Anna Bonner Mazzafera’s Point Of View
Eu não sei o que deu em mim, mas eu senti vontade de sair dali, sair desse hotel. Dei uma volta pela praia, depois comi naquele mesmo lugar de ontem, fiquei ali sentada sem fazer nada por um bom tempo, existiam várias pessoas bebendo no restaurante, acabei pedindo uma vodka pura, dizem que bebida te faz esquecer os problemas, e era isso que eu precisava, esquecer todos os meus problemas. Tomei um copo, dois copos, sete copos. Já estava me sentindo alegre, até demais. Tinha uma homem sentado há três mesas de distância de mim. Ele me encarava, e isso já estava me irritando, ele veio até minha direção, e se sentou numa cadeira a minha frente.
– O que faz uma moça tão bela beber tanto assim? – ele perguntou em inglês, ele deve ter percebido que eu não era daqui.
– Não é da sua conta. – respondi com dificuldade, já sentia minha língua pesar.
– Nossa... A gatinha é arisca? – ele perguntou rindo.
Mas que papo nojento...
– O que você quer? – perguntei diretamente.
– Uma companhia pra hoje à noite. –
– Já é noite...-
– Eu sei... Vai ter uma festa aqui na pub ao lado. Quer ir... comigo?–
– Olha... eu não to num bom estado pra festa, e... e eu nem te conheço – disse me levantando da mesa pra ir embora dali.
– Prazer, sou Louis – ele estendeu a mão para um comprimento e eu ignorei, mas ele segurou meu braço, impedindo que eu fosse embora - E você chama-se?-
– Anna – respondi, pra ele me deixar em paz.
– Vamos Anna, você não vai se arrepender... Garanto que vai se divertir – ele tentava me convencer.
– Vou me divertir? – perguntei séria, era tudo o que eu precisava.
– Se é isso que você quer... Vai sim – ele sorriu malicioso.
Quer saber? Foda-se. Eu precisava me divertir pelo menos uma vez.
– Tá bom, você me convenceu. – ele sorriu vitorioso.
Já estava tarde, mas não tinha noção da hora exata. Louis me levou até a Pub, era bem grande, todas as paredes eram pintadas de preto, mas existiam várias iluminações coloridas, que não deixavam o ambiente escuro. A Pub estava quase vazia, mas ele disse que em questão de minutos, já estaria lotada. Pedi uma Margarita e Louis me acompanhou na bebida. Ele era até legal e bonitinho, mas o jeito dele às vezes me assustava. A Pub começou a encher. Eu assistia tudo, sentada num banco de frente pro bar. Louis me observava.
– Vem... vamos dançar – Louis estendeu sua mão.
– Mas essa música é lenta, tem que dançar junto, e olha – apontei pra minha aliança – Sou casada! – fiz uma careta.
– Não tem problema, como eu disse, só uma dança.- ele me puxou pra si.
Louis tinha pegada, ele me conduziu muito bem a dança inteira. Juro, que se não tivesse casada, ficava com ele. Senti Louis apalpar minha bunda, com uma das mãos.
– Ei – tirei a mão dele da minha bunda – O que pensa que está fazendo?- empurrei Louis pra longe de mim.
– Vai dar uma de santinha agora? – ele me puxou pra perto dele novamente, me apertando com força.
– Eu não te dei liberdade pra isso.. – gritei, e algumas pessoas já prestavam atenção à tudo.
– Ah não? Então você conhece um estranho, deixa ele te levar pra uma festa, bebe com ele, dança com ele, e agora você tá dizendo que não me deu liberdade? – ele ainda me apertava em seus braços.
– Não, eu não te dei – disse óbvia e ele me jogou no chão, as pessoas estavam gritando, algumas incentivavam o que Louis estava fazendo, outras gritavam em desaprovação, mas Louis não estava nem aí pros outros, ele tinha seus olhos raivosos fixos em meu corpo.
– Você é só mais putinha que eu encontro por aqui... – ele deu um tapa em meu rosto, e gemi de dor, não tinha forças pra reagir – Agora, você vai aprender a não rejeitar um homem vadia – de novo essa palavra, primeiro Harry, agora esse miserável do Louis.
Meu corpo estava jogado no chão, Louis se aproximou e sentou sobre meu corpo, ficando sentado sobre minha barriga, não, isso não podia estar acontecendo.
– Me larga, me solta!! – gritei o mais alto que pude, mas isso só piorou tudo, ele prensou meus pulsos no chão, e se deitou sobre mim, selando nossos lábios, pedindo passagem para um beijo, mas eu fechei a boca e não abri. Tentava pedir ajuda pras pessoas que estavam no local, mas elas pareciam mais assustadas e apavoradas que eu, muitas delas estavam indo embora. Louis desistiu de meus lábios, tirou minha jaqueta, e depois rasgou minha blusa sem piedade alguma. Ele encarava meus seios com malícia e ao mesmo tempo ira. Eu já estava chorando desesperadamente, gemendo alto, Louis pegou um pedaço de pano da minha blusa rasgada e tampou minha boca, para que eu não pudesse gritar. Eu não tinha mais saída, estava presa e sem possibilidade alguma de pedir socorro.
– Você vai foder comigo à força – ele sussurrou no meu ouvido, fechei meus olhos com força, tentando não ver nada que ele fazia comigo.
Justin Drew Bieber’s Point Of view
Entrei no carro e fui em direção ao centro da cidade, ela com certeza deve ter ido pra lá, passei pelo restaurante e ele já estava sendo fechado, mas havia uma vendedora, fechando o lugar. Fui até ela, e por coincidência era mesma garçonete, que tinha nos atendido ontem.
– Boa Noite moça... – me aproximei dela.
– Desculpa senhor, a loja já está sendo fechada – ela respondeu sem ao menos olhar na minha cara.
– Não, não é isso... – ela me olhava agora – Se lembra de mim? – ela semi cerrou os olhos, parecia fazer esforço para se lembrar de mim.
– Ah sim lembro, você estava com sua namorada aqui, estava comendo buchada –ela comentou.
– Ainda bem que você se lembra da minha esposa, você viu ela hoje? Ela passou por aqui?-
– Ah eu a vi hoje sim, ela até estava acompanhada por um homem...-
Homem? Como assim? Com quem Anna estava? Pensei.
– Homem? – perguntei curioso.
– É, eles ficaram conversando e depois saíram, eu acho que eles foram pra Pub aqui do lado, não tenho certeza... –
– Ah muito obrigado. – ela assentiu com a cabeça, e eu saí correndo em direção a Pub.
Que estranho, tinham várias pessoas do lado de fora da pub, pareciam assustadas, alguma coisa de errado estava acontecendo, ouvi pessoas dizerem para eu não entrar, mas eu fingi que não havia escutado, alguma coisa me dizia pra entrar, alguma coisa me levava a acreditar que Anna tinha tudo a ver com o que estava acontecendo.



